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segunda-feira, 4 de novembro de 2013

VIII Prêmio Escriba de Contos - Piracibaba - BRASIL

Participei do VIII Prêmio Escriba de Contos, organizado pela Secretaria Municipal de Ação Cultural de Piracibaba e pela Biblioteca Pública Municipal “Ricardo Ferraz de Arruda Pinto”.
O número de trabalhos inscritos foi de 1152, oriundos de lugares como Itália, Portugal, Moçambique, além de, é claro, do Brasil. Ganhei MENÇÃO HONROSA, e meu conto será publicado em uma Antologia que reunirá os vinte melhores.



Eis o conto selecionado:

LA VIDA ES SUEÑO
Estou sentado no aeroporto de Lisboa. Embarcarei dentro de minutos para o Rio de Janeiro. Estou sentado no aeroporto de Lisboa. Embarcarei dentro de minutos para o Rio de Janeiro. Vou sozinho. Vou só com as minhas memórias. Estou sentado no aeroporto de Lisboa. Embarcarei dentro de minutos para o Rio de Janeiro. Vou sozinho. Vou só com as minhas memórias. E expectativas. E sonhos. Estou sentado no aeroporto de Lisboa. Embarcarei dentro de minutos para o Rio de Janeiro. Vou sozinho. Vou só com as minhas memórias. E expectativas. E sonhos. Sonhos onde me vejo sentado no aeroporto de Lisboa. Onde embarcarei dentro de alguns minutos. Estou sentado no aeroporto de Lisboa. Embarcarei dentro de minutos para o Rio de Janeiro. Vou sozinho. Vou só com as minhas memórias. E expectativas. E sonhos. Sonhos onde me vejo sentado no aeroporto de Lisboa. Onde embarcarei dentro de alguns minutos. Leio La vida es sueño, no original, do dramaturgo e poeta espanhol Calderón de la Barca. No parágrafo que leio neste momento está escrito: “tudo na vida é sonho”. Estou sentado no aeroporto de Lisboa. Embarcarei dentro de minutos para o Rio de Janeiro. Vou sozinho. Vou só com as minhas memórias. E expectativas. E sonhos. Sonhos onde me vejo sentado no aeroporto de Lisboa. Onde embarcarei dentro de alguns minutos. Leio La vida es sueño, no original, do dramaturgo e poeta espanhol Calderón de la Barca. No parágrafo que leio neste momento está escrito: “tudo na vida é sonho”. Sonho que estou no aeroporto de Lisboa. Onde embarcarei dentro de minutos para o Rio de Janeiro. Vou sozinho. Vou só com as minhas memórias. E expectativas. E sonhos. Sonhos onde me vejo sentado no aeroporto de Lisboa. Onde embarcarei dentro de alguns minutos. Leio La vida es sueño, no original, do dramaturgo e poeta espanhol Calderón de la Barca. No parágrafo que leio neste momento está escrito: “tudo na vida é sonho”. Sonho que estou sentado no aeroporto de Lisboa. Onde embarcarei dentro de minutos para o Rio de Janeiro. Vou sozinho. Vou só com as minhas memórias. E expectativas. E sonhos... E sonhos… e sonhos…

terça-feira, 9 de abril de 2013

FEIRA DA LADRA


Lisboa, sábado, Feira da Ladra






Pedaços de Portugal encaixotados
Sábado, dia de feira. Da Ladra. Documentos remontam-na ao século XII, reinado de Dom Afonso II.
Adicionar legenda
Livros a um euro...
Caminho ao acaso por entre as mais variadas quinquilharias. Azulejos (pedaços de Portugal encaixotados), números de portas  (o que fará o carteiro sem eles?), livros a um euro, o artesanato africano (feito em Alcabideche) e absolutamente TUDO o que se possa imaginar, das mais variadas épocas e procedências.
Os novos profetas
Bem à entrada, constato que algo permanece intacto do século XII: os profetas! Anunciando os castigos vindouros e as graças nem sempre fáceis de alcançar, lá estava um…

domingo, 1 de julho de 2012

AS COISAS QUE MEU IRMÃO CONTA…



Caminhamos, eu e Jô, do Jardim da Estrela (Lisboa) até à Praça da Armada, em Alcântara. No Jardim da Estrela, conta ele (e eu não sei se será verdade, tal a fatia de inusitado que permeia o que ele diz) que a mãe e a tia brincavam às escondidas entre migalhas de pão jogadas aos patos, marrecos, gansos e afins. Os que por lá hoje andam seriam descendentes daqueles. Às escondidas brincavam elas também no Palácio das Necessidades, ali mesmo ao lado, onde elas descobriram uma passagem secreta que ia dar aos… aposentos do Rei Dom Carlos.
  Mas Jô… aos aposentos do rei?
  Sim, claro! – Responde meu irmão com o olhar mais sincero do mundo – O rei mesmo.
Chegamos à Praça da Armada que o povo designa de Praça do Zé do Garfo. O Zé é uma estátua de Neptuno, no centro da praça e o “garfo”, um tridente que ele tinha numa das mãos. Tinha, pois o tridente foi roubado faz tempo… Então, na Praça do Zé do Garfo, chamemos-lhe também assim, morou o bisavô dele o qual foi alfaiate dos filhos do rei. Certa vez o filho do dito alfaiate pegou “emprestada” uma farda de oficial para impressionar a namorada. Resultado: foi preso e deportado para África. Por lá penou anos a fio… Mesmo ao lado morava seu tio Casanova, IV Visconde da Várzea da Ourada. De frente para a praça residiu seu avô que, após calafetar aporta e a janela do banheiro, ligou o gás, suicidando-se: administrava um cassino clandestino flutuante de um figurão político, passou a mão nos lucros do dia e foi descoberto. Bem ao lado moravam os pais. Tinham um gato que odiava o pai e demonstrava-o urinando em todas as fotos que dele encontrava.
E meu irmão vai desenrolando histórias.
  Podias escrever um livro – digo-lhe – nem precisas inventar (mais) nada. É só relatares fatos acontecidos.
O que ele conta ultrapassa a ficção. Ou… é ficção.
Retemperamos forças numa tasca ao lado da praça

(tomara que ele não leia esta postagem)

MENDIGO SINCERO...



Finalmente um mendigo sincero e honesto! Encontrei-o no Chiado, em Lisboa. Organizado, ele tem recipientes para várias opções de esmolas: para comprar whisky ou vinho ou cerveja, ou até para se curar de uma possível ressaca.
Gostei. Coloquei um donativo no recipiente destinado à cerveja.